Volta e meia o tema da reforma administrativa vem à tona. Parece, entretanto, que não se quer fazer uma reforma na administração pública, mas encontrar uma maneira de eliminar os indesejáveis e proteger os desejáveis. Nada é, realmente, sério, neste país. Nada vai mudar se não se mexer nas estruturas da forças armadas, das polícias civis e militares, dos órgãos fiscalizadores sejam diretos ou indiretos. Como administrar órgãos de estruturas tão rígidas que não permitem qualquer flexibilização? Pode-se até conservar a estabilidade, não, porém, a estabilidade funcional. Há-de haver mobilidade funcional obrigatória para permitir o trânsito de um funcionário de um órgão para outro e dificultar a corrupção.